Medida visa comparar gastos com publicidade dos três primeiros anos de mandato com o primeiro semestre de 2026. Valores superiores à média dos anos anteriores em ano de eleição é prática vetada pela Lei
⚖️ TSE determina que governo apresente dados detalhados sobre gastos com publicidade
Em decisão unânime, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresente dados completos sobre os gastos com publicidade referentes aos anos de 2023, 2024, 2025 e ao primeiro semestre de 2026.
A medida atende a uma ação ajuizada pelo Partido Liberal (PL) contra o governo e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira.
🔍 O objetivo da medida
O foco da fiscalização é averiguar se os gastos com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026 (ano eleitoral) superaram a média de gastos do mesmo período nos três anos anteriores — uma prática expressamente vetada pelo art. 73, VII, da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).
📊 O que o governo deve apresentar:
Formato transparente: Dados em formato digital aberto, pesquisável e auditável.
Detalhamento das despesas: Classificação entre publicidade institucional, de utilidade pública, legal, patrocínio, entre outras.
Informações financeiras e administrativas: Valores originais, reforços, anulações, cancelamentos, saldos empenhados até 30 de junho, além de datas, números de contratos, processos administrativos e os objetos de cada campanha.
O relator da ação, ministro André Mendonça, destacou que a disponibilização dessas informações de forma detalhada é essencial para garantir a rastreabilidade e a fiscalização rigorosa das normas eleitorais. O voto foi acompanhado por unanimidade pelos demais ministros da Corte.
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